Ramon Cassini

Animal

Como ajudar crianças a suportar a morte de seu animal de estimação


12/02/2016

É importante ter conhecimento sobre os diversos níveis em que a morte é compreendida pela criança. Existem etapas definidas de consciência da morte que geralmente correspondem à idade cronológica. Se a morte do animal de estimação é previsível, devido à idade avançada ou a uma doença incurável, ela deve ser abertamente discutida em família. As crianças muito novas, por não compreenderem o que a morte realmente significa, se sentirão alarmadas se a morte de seu mascote for rodeada por cochichos sigilosos. Se a morte é o resultado de uma enfermidade crônica, a criança deve ser advertida e preparada para a separação. No caso de crianças muito pequenas, é mais importante proporcionar-lhes apoio emocional do que qualquer explicação detalhada. É importante diferenciar o tipo de doença de que o mascote padece das doenças normais que eventualmente acometem as crianças e seus parentes. Se essa diferença não ficar clara, as crianças muito pequenas podem se assustar com seus próprios mal-estares e de seus entes queridos. Elas precisam estar seguras de que mesmo perdendo seus mascotes, seus pais continuarão ao seu lado. Se a morte precisar ser por eutanásia, as crianças suficientemente maduras devem participar da tomada de decisão. Isso é particularmente importante no caso dos adolescentes, que costumam sentir que suas vidas estão fora de controle. Se ele for maduro o suficiente e desejar acompanhar a eutanásia, deve ser permitido, desde que sua presença não interfira no procedimento médico. Isso permite um adeus final, previne fantasias acerca da situação e mostra ao adolescente que a morte pode ser tranquila e reconfortante. Se uma criança pequena presenciar a morte de seu animal em um acidente, por exemplo, as imagens desagradáveis ou mórbidas devem ser evitadas; mas, por outro lado, a criança deve ser estimulada a falar sobre o assunto. As explicações sobre o porquê e como ocorreu o acidente devem ser dadas em uma linguagem clara e simples. Portanto, cabe aos pais o papel de servir como modelo para seus filhos. Dessa forma, as atitudes e decisões deles são muito importantes e afetam diretamente as crianças.

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