Maus hábitos e hábitos não tão bons


27/09/2016

Ao passar dos anos, vemos velhos hábitos serem deixados para trás, outros já esquecidos serem reincorporados à nossa rotina ou novos hábitos serem apresentados e aceitos como uma boa prática. O fato é que precisamos apreciá-los um a um e buscar a procedência e o benefício dos mesmos. O hábito de tomar pouca água sempre foi colocado como ruim para o bom funcionamento do corpo. Alguns dizem que devemos tomar a quantidade de água de acordo com nossa vontade - conceito de que o organismo sabe detectar a necessidade de líquidos e nos avisar: tenho sede. Mas é fato também que somos seres formados por hábitos. O nosso corpo pode se adaptar a condições ruins e nos manter "bem" para essas situações. As pesquisas mostram que tomar mais líquido, além do estímulo da sede, é bom contra cálculos renais, intestino preso, pele ressecada e infecções urinárias de repetição. Mas é bom ressaltar que se os rins filtram mal, muito líquido pode ser prejudicial e levar a inchaços, falta de ar e pressão alta. Um mau hábito que se têm também é o de tomar bicarbonato de sódio (BS) para aliviar azia, queimação no estômago, e em caso de suspeita de derrame cerebral, uma prática comum e antiga. Há muitos anos, antes dos antiácidos e antiulcerosos atuais, tal hábito ainda tinha lugar, porém há riscos nessa prática: é pouco eficaz, e mesmo com o alívio do desconforto, o BS pode estimular o estômago a produzir mais ácido, o que ocasionará a dor depois. Além disso, pode atrasar o diagnóstico e o tratamento correto. O bicarbonato de sódio pode aumentar a pressão arterial - risco para hipertensos, colaborando para derrame cerebral e infartos cardíacos. Outra indicação que não podemos considerar como um bom hábito é o uso de polivitamínicos para melhorar o desempenho profissional ou escolar, por sentir desânimo ou até mesmo porque o filho está muito 'magrinho'. Na maioria dos casos são desnecessários frente a um diagnóstico mais preciso das causas das queixas, da mudança de estilo de vida e de hábitos alimentares. O sedentarismo, o estresse socioeconômico da vida moderna, a desinformação, as alterações emocionais - muitas vezes negadas, são algumas de muitas outras razões para nos sentirmos fracos e sem ânimo. Portanto, não precisamos de nada disso, pois, há muitos bons hábitos para serem cultivados nos dias de hoje. Como o apóstolo Paulo sabiamente nos orienta: "Examinar tudo e absorver só o que for bom."


Escrito por Roberto Kenedy

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