1º caso suspeito de leishmaniose visceral em Divinópolis alerta população


17/05/2017

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Divinópolis anunciou na tarde desta terça-feira (16) a confirmação do primeiro caso suspeito de leishmaniose visceral na cidade em 2017.

O paciente é um jovem, de 22 anos, que mora no Bairro Dona Rosa. Não foram divulgados outros detalhes sobre ele e a Vigilância Epidemiológica está investigando o caso.

A notificação deixou o setor de Saúde Sanitária em alerta. A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) afirmou que uma equipe de bloqueio da Vigilância Ambiental iniciou ações de combate ao mosquito transmissor da doença. Se houver confirmação de algum animal infectado, ele será morto.

A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Leishmania. Os casos mais frequentes registrados têm como o mosquito palha como transmissor o os cachorros como hospedeiros.

Após picar um cão infectado, o mosquito pode transmitir a doença aos humanos, uma vez no organismo, os parasitas se multiplicam dentro de células que compõem o sistema de defesa imunológico.

Ainda segundo a Semusa, existem dois tipos de leishmaniose: a visceral e a tegumentar.

Leishmaniose visceral: É uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Tem evolução longa e pode durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

Leishmaniose tegumentar (ou cutânea): Caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta.

Em ambos casos, a prevenção passa pelo controle do mosquito, eliminação dos cães contaminados e a educação sobre saúde pública referente à doença. Veja as orientações principais:

  • Evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas a matas;
  • Evitar banhos em rios ou igarapés pertos de matas;
  • Utilizar repelentes na pele;
  • Usar mosquiteiros para dormir;
  • Usar telas protetoras em janelas e portas;
  • Não se expor nos horários de atividade do mosquito (crepúsculo e noite);
  • Limpar ambientes e dar o adequado destin ao lixo orgânico;
  • Eliminar fontes de umidade;
  • Usar telas em canis e coleiras nos cães, impregnadas com deltametrina a 4%.

Fonte: G1

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